sábado, 20 de abril de 2019

intervalo



Tempo de inapetência
Por favor, conduza-me pela mão
Para além da correnteza
Não me humilhe, sou novo
Me perdi um tanto no voo
E com isso perdi o viço
Mas não quero morrer de tédio
Entre o fosso e o cemitério
E aprendi mais do que isso
Respeito muito o limite da vida
Posso fazer café e servir
Distribuir xícaras na mesa 
Para todos, eu gosto
Chás, águas, frutas, pães 
Ofereço conversas longas
Sim, prefiro a amistosidade de um sorriso
Mas respeito, profundamente,
O uso moderado de palavras
A cada década elas parecem nos trair um pouco mais.

   São Paulo, 20 de abril de 2019

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