Tem essa rua, por onde andamos em tardes preguiçosas
Tem o ar da cidade
Certas palavras
Mais saborosas que o silêncio
E a estrada larga, de fio incerto,
e invisível
A praça, o lago, o rio talvez
Tem a luz do vaga-lume, do pipoqueiro, do poste antigo
iluminando a madrugada
invisível
Tem as sílabas repetidas
as frases caladas
Tem essa chuva manhosa
O raio das primeiras horas
em que alternamos
olhar
fechar os olhos
dormir
acordar
para tudo o que for
invisível
Certas palavras
Mais saborosas que o silêncio
E a estrada larga, de fio incerto,
e invisível
A praça, o lago, o rio talvez
Tem a luz do vaga-lume, do pipoqueiro, do poste antigo
iluminando a madrugada
invisível
Tem as sílabas repetidas
as frases caladas
Tem essa chuva manhosa
O raio das primeiras horas
em que alternamos
olhar
fechar os olhos
dormir
acordar
para tudo o que for
invisível
# Bragança Paulista, 12 de março de 2026

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